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  • baixo-ventre (pintura interativa s/tela)

  • uma imagem de ALTER-CIDADES em São Luiz, Maranhão (2015) Maquiagem: Áurea Maranhão / Foto e Colagem: Dinho Araujo / participação de Maristela Sena na composição / Desenho da piscina na Casa Frankie: eu / Intervenção: Erivelto Viana. Intervenção mural na Guest House

  • Para começar, um mergulho na piscina-portal da Casa Frankie, na Rua 28 de Julho/ Rua do Giz.

  • A Casa Frankie é um casarão de 1860, adquirido pelo dinamarquês Frank Thomsen há cerca de 8 anos atrás. Foi reformado e é o único imóvel com piscina em todo centro histórico de São Luís.

  • Antes de tornar-se Casa Frankie, o casarão foi bordel/cabaré por várias décadas e teve diferentes nomes. A mangueira do quintal tem 25 anos e foi plantada por uma das mulheres do "Nova Conquista'' - dizem que plantou nua e de cócoras, talvez por isso a fruta desta árvore seja um tipo especial de manga-buceta, cada manga tem sua vagina perfeita.

  • Casa Frankie

  • Guest House, na Rua da Palma - sede do projeto OPEN SPACE | 6

  • Café da manhã com Jucimara e Maria de Jesus na Rua da Saúde.

  • Maria de Jesus, a "Dijé" deixou o interior e chegou em São Luís aos 12 anos. Foi morar no "Nova Conquista" e passou grande parte de sua vida vinculada ao casarão que hoje é a Casa Frankie - uma mulher de muitas histórias...

  • Casa da Dijé na Rua da Estrela

  • na Rua da Saúde

  • Aquisição na Rua Grande

  • Conexão| Espaço | Habitação - Dando início ao trabalho com os residentes da Open Space| 6 (Foto: Diones Caldas)

  • Foto: Diones Caldas

  • compartilhamentos e mapeamentos afetivos

  • Na encruzilhada da Roxy

  • Áurea Maranhão

  • Áurea Maranhão

  • Áurea Maranhão

  • Áurea Maranhão

  • Áurea Maranhão

  • Yuri Azevedo

  • Ruan Paz

  • Mirela, a dona do pedaço.

  • pelas ruas da antiga Zona do Baixo Meretrício

  • Início da montagem: intervenção por Áurea Maranhão (trecho do livro ZBM: O reino encantado da Boêmia, de José Ribamar Sousa dos Reis)

  • "Quando a história acaba e a memória fica" referência de leitura dada pelo visitante

  • idéia de Yuri Azevedo executada por Daniel Shamash Belsazar

  • Dinho Araújo em ação

  • Intervenção de Dinho Araujo, à partir da foto de Lara Sena.

  • seguindo a arquitetura das sombras..

  • stencil de Dinho Araujo

  • No teto da Guest House: obra de Layo Bulhão, à partir da pintura do dinamarquês Lars Helweg (nossa única referência visual da manga-buceta da Casa Frankie)

  • carvão s/ parede. Clara Domingas

  • Diones Caldas e Dinho Araújo na montagem

  • a galera da Rua da Saúde compareceu em peso!

  • Maristela Sena em plena performance

  • uma ação surpreendentemente honesta do corpo, um ritual de libertação

  • pronta para transmutar

  • incendiária, orgástica, bruxa

  • deixa queimar!

  • obra interativa de Layo Bulhão

  • Frank interagindo na obra de Layo Bulhão

  • retratada por Layo Bulhão

  • retrato-ficção

  • obra de Daniel Shamash Belsazar

  • Yasmin escreve os nomes das 7 irmãs de sua mãe, Jucimara. As 7 "Mara"vilhas

  • As sete "Mara"vilhas

  • A história de uma blusa.

  • Mural na Guest House.

  • (à direita) colagem da Gê Cuarauara Viana

  • obra da Gê Cuarauara Viana

  • Sandro (Restaurante Barulinho Bom)

  • Lúcia (Restaurante Barulinho Bom)

  • Bruno (Restaurante Barulinho Bom)

  • Maristela (pintura s/tela)

  • Lara (pintura s/tela) _In memoriam_

  • Pieter, Juliane e o pequeno Joaquim / Restaurante Barulinho Bom (pintura s/ tela)

  • Frank (pintura s/tela)

  • Sumathy (pintura s/ tela e carvão s/ parede)

  • Julcimara (pintura s/ tela)

  • Maria de Jesus "Dijé" (pintura s/tela)

  • Lígia (pintura s/ tela)

Alter-Cidades

(São Luís, Maranhão/ 2015)

A L T E R – C I D A D E S pode ser realizada em qualquer cidade do mundo. Uma proposição que corresponde a um modo de fazer artístico, indissociável das experiências do corpo e ampliado à coletividade.

A primeira experiência do projeto aconteceu em São Luís do Maranhão em parceria o programa CONEXÃO | ESPAÇO | HABITAÇÃO . O recorte estabelecido para a realização: 3 semanas (de 20 junho a 11 julho de 2015) no centro histórico da cidade.

Na primeira semana, a pesquisa aconteceu de maneira individual. Expedições etnográficas em espaços públicos e privados do centro histórico (entre a Rua Oscar Galvão/Jansen Miller e o Convento das Mercês, com foco especial na Rua da Palma, Rua do Giz, Rua da Saúde e Rua da Estrela). Caminhadas e perambulações, observações e coleta de dados a partir dos encontros e situações que foram surgindo. Um corpo-captura em movimento.

Na segunda semana, o material coletado individualmente foi apresentado na residência artística OPEN SPACE | 6 realizado na Guest House. A convocatória reuniu um grupo de 9 artistas locais por 1 semana intensiva. Nesta oportunidade, foram compartilhados com o grupo disparadores e imagens-síntese desvelados na primeira semana. Através da coletividade, expandir, ampliar versões, desdobramentos e relações de sentidos do processo criativo.

Durante a residência, a cada dia, realizamos práticas corporais intensivas para alterar nossos estados e expandir a percepção física. Em seguida, trabalhamos na elaboração do nosso inventário de imagens e narrativas – material emergido dos percursos urbanos, acidentes, encontros, recorrências e acasos ocorridos naquela semana. Todo o processo foi nutrido de referências teóricas, artísticas, conversas e discussões.
A intenção foi exercitar nossa “abertura ao outro” e recuperar o potencial antropofágico que considera a alteridade como uma experiência altamente desejável. Desenvolver a possibilidade de responder criativamente aos acontecimentos da vida, metamorfosear-se, fabular histórias e relatos do cotidiano.
Na terceira semana, realizamos o último eixo de investigação: o procedimento de montagem. Um mural nas paredes internas da Guest House, no local de entrada/saída. Um mapeamento afetivo das experiências vividas, que pudesse constituir um espaço de livre invenção.

Os residentes foram encorajados a seguir com a experiência criativa na terceira semana e produzir arquivos de diversas naturezas para o mural: desenho, pintura, foto, estêncil, vídeo, áudio, objeto, relato oral ou escrito, gesto etc.

Como organizar, expor, dispor e compor nossas imagens e imaginações? Como criar uma rede que conecte e comunique diferentes narrativas documentais e ficcionais? Um campo de construção permanente que parte do confronto entre experiência e criação de imagem, com suas diferentes camadas, energia corporal e inacabamentos. O não-saber, o espaço do desejo, a partilha, a ordenação que estabelece vizinhança entre as coisas.

O que está no cerne desta proposição, acompanha a história das cidades do período colonial aos dias atuais: a lida com o outro. Desenvolver novas maneiras de pensar e ocupar espaços urbanos sem intenção de apropriar-se do terreno, mas sim de abrí-lo a um “uso comum”.

A L T E R – C I D A D E S

Concepção e projeto: Clara Domingas (Salvador, BA)

Realização: OPEN SPACE | 6 (CONEXÃO | ESPAÇO | HABITAÇÃO)

Produção: Maristela Sena, Erivelto Viana (BemDITO Coletivo Artístico)

Residentes: Áurea Maranhão, Diones Caldas, Yuri Azevedo, Layo Bulhão, Ruan Paz, Nathália Ferro, Raimundo Araújo, Daniel Barbosa, Geane Viana

Participações especiais: Maristela Sena e Lara Sena (In Memoriam)

Apoio: Guest House e BARulinho Bom